domingo, fevereiro 05, 2006

Saia Cor-de-Rosa

Com exageros
Engraxados de veemência
Proferiu ao novo par
Toda sua inocência

Chamou-o de príncipe
Fez-se mulamba
Disse que era preta
Pra poder dançar seu samba

Reflexo indecente
Da própria solidão
Trocou toda saudade
Por um gole de ilusão

E na avenida
Esquecida da tristeza
Vestiu sua sandália
Pra poder virar princesa

A moça prosa
Alindada de flor
Saiu de saia cor-de-rosa
Atrás do novo amor